<em>Show-off</em> e mentira

«O que está em causa é uma escalada qualitativa no ataque aos serviços públicos e aos direitos dos respectivos trabalhadores», afirmou a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública, antecipando segunda-feira um comentário à «reforma» que o primeiro-ministro apresentou formalmente anteontem, mas sobre a qual foram insistentemente dadas notícias, com citação de fontes governamentais, desde o final da semana passada.
Foi «com a maior estranheza» que a estrutura representativa da larga maioria dos trabalhadores do Estado registou a mobilização, pelo gabinete do primeiro-ministro, de um agente da GNR para fazer entrega ao coordenador da Frente Comum de um convite pessoal para a cerimónia na FIL, uma vez que nunca foi consultada pelo Governo sobre as matérias objecto da «reforma».
A Frente Comum recusou dar cobertura «aos show-offs governamentais visando o ataque às funções sociais do Estado e que erigem os trabalhadores do sector como cobaias de aplicação da filosofia subjacente ao pacote laboral». Reafirmou que persistirá no esclarecimento e mobilização dos funcionários, exigindo que seja respeitado o quadro legal em vigor e pronta a decretar formas de luta para defender as funções sociais do Estado, os direitos dos trabalhadores e serviços públicos de qualidade.
Quando chegou anteontem à FIL, Durão Barroso foi apupado por algumas dezenas de dirigentes e activistas sindicais, que colocaram especial ênfase na denúncia da mentira que constitui a declaração do Governo relativamente ao objectivo de acabar com as promoções automáticas na Função Pública. A prova da mentira é que há trabalhadores que estão há 20 anos na base da carreira – denunciou um dirigente do STAL, citado pela Lusa. O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local protestou ainda contra a ameaça de congelamento salarial, quando 40 por cento do pessoal das autarquias aufere ordenados inferiores a 500 euros.


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